Yuri Hícaro
Catarse
é duelo
de força entre homem e máquina;
no entanto,
sua presença é insubistituível...
é amar-se
na medida do possível,
em lágrimas banhar-se.
Tal magnitude
venerar...
o meu amor ao luar
é mais lindo.
Nos rascunhos da vida diluír-me,
seria imitar um anjo
que se morresse,
imitaria a vida
se esvaindo.
terça-feira, 26 de julho de 2011
quarta-feira, 20 de julho de 2011
TEMPO
Bio
Deixando sua vida atarefada
Nunca encontra tempo para nada
Você corre, corre e chega atrasado
Descansa, mas está sempre cansado
Os dias passam cada vez mais velozes
Os relógios se tornaram nossos algozes
Num mundo onde nossas vidas vendemos
O tempo nos foi roubado e o perdemos
Recuperando nossas vidas de volta
Usariamos as horas como nossas
Vivendo o tempo em harmonia forte
Sem medo da vida, sem medo da morte.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
PACIÊNCIA
Yuri Hícaro
Paciência...
Sou muito jovem
Para cultivar este dom em mim;
Eu quero mais é a vida,
Depois a morte para reviver;
Nenhuma outra magia,
Glória ou tendência...
Prefiro a ciência de pouco-a-pouco
Amadurecer...
E crescer, enfim.
Paciência
É eloquência... prudência ;
Na adolescência é o fim.
Definitivamente não combina,
Não vou profanar o dia
À flor galante da singeleza,
Quero é me ferir na aspereza dos espinhos
E depois, naturalmente,
domingo, 26 de junho de 2011
DEPOIS DE UM SHOW
Manoel Cavalcante
Nas cordas de um bandolin.
Se aquelas cordas vibrando
Valsando num labirinto,
Revelassem-me o tanto
Do ardor da dor que não sinto...
Eu pontilharia um véu
Riscava traços no céu
Com os dedos de um querubim.
Pareceu-me mais magia,
Meu nada se dissolvia
Nas cordas de um bandolin.
Canoras cordas bailaram
Sussurrando em meu ouvido,
Sem querer sonorizaram
Um silêncio já perdido...
Puseram fogo no lume,
Transformaram meu negrume
Num azul leve, marfim.
Inocente, qual criança,
Afoguei minha lembrança
Nas cordas de um bandolin.
Cordas em nota dorida,
Eram flagelos de açoite,
Um navio "volta-à-vida"
Em apenas uma noite...
Eu apurei a fragância
Que fiz a doses de ânsia
Lá nos recantos de mim;
Meu eu me reconheceu
E ela reapareceu
Nas cordas de um bandolin.
Viajei em mim por dentro
Após sísmicos abalos,
Mas não achei o epicentro
Só vi os restos dos halos...
Encontrei um homem rude
Dedilhando um alaúde,
Qual boêmio em botequim
Com o olhar meio esguio
Transbordando seu vazio
Nas cordas de um bandolin.
Pequenas notas notaram
A paixão voltando às bordas
E as cordas concordaram
Que ainda estou preso às cordas;
De um eu que me faz deboche
Por me fazer de fantoche
No escuro do camarim...
À morbidez do meu quarto
Se eu lembrar dela me parto
Nas cordas de um bandolin...
segunda-feira, 20 de junho de 2011
A TERRA
Yuri Hícaro
Terra boa...de explosão,
cabra forte, homem macho,
o nordeste sertão.
Acesa lamparina...precaução,
túrgido sol, o mato,
expulsou Lampião.
Capitão!Capitão!
Torneiras a urinar óleo preto...
petróleo( ouro de aluvião)!
Terra boa...de explosão,
cabra forte, homem macho,
o nordeste sertão.
Acesa lamparina...precaução,
túrgido sol, o mato,
expulsou Lampião.
Capitão!Capitão!
Torneiras a urinar óleo preto...
petróleo( ouro de aluvião)!
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