Carlos Gildemar Pontes |
Vou-me embora para mim.
Estou cansado.
Vou cabisbaixo, sem a viola no saco....
Só vejo o barro vermelho da dor.
Saio de cena
como quem tenta salvar
desesperadamente o por do sol.
A noite pode ser longa, fria e sem sentido.
Move-me a poesia, combalida, arrastando
o verbo para a dor.
Sôfrega, minha alma clama!
Amor, chama que a tempestade quase apagou.
Amor, chama que arde dentro de mim!
Carlos Gildemar Pontes
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