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Caio César Muniz |
Um banco de madeira ao pé da porta
vazante, feijão verde, melancia,
um pote na cozinha, água fria
é toda esta riqueza que importa.
Nos fundos do quintal tinha uma horta,
repleta de coentro e cebolinha,
poleiro povoado de galinha,
lembranças de uma infância hoje morta.
Lembrando as belezas do engenho,
revendo as riquezas que hoje tenho,
eu penso: nada disso tem valia.
E se deus me permitisse um regresso,
eu juro, deixaria este progresso
e nunca meu torrão eu deixaria.
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Os poetas |
Caio César Muniz
Em honra a este poema exuberante, e à sublime
ResponderExcluiratenção dedicada todos estes anos aos nossos
novos talentos literários, publico Caio César Muniz, cearense de Iracema.
Foi editor de cultura do jornal O Mossoroense e é atualmente editor da Coleção Mossoroense, editora recordista de títulos publicados no Brasil.
É sócio-fundador e presidente pela segunda vez da POEMA – Poetas e Prosadores de Mossoró, sócio do Instituto Cultural do Oeste Potiguar, da Academia Apodiense de Letras e da Academia Iracemense de Letras.
São de sua autoria os livros “E Na Solidão Escrevi” (poesia, 1996); “Notívago” (poesia, 1998); “Sobre o Tempo e as Coisas” (poesia, 2003) dentre outros trabalhos em parceria com o escritor mossoroense Vingt-un Rosado, de quem foi assessor até a sua morte em 21 de dezembro de 2005.
Também foi providêncial o dia em que travamos conhecimento numa bela cidade serrana
do estado do Rio Grande do Norte!
Caio César Muniz meu camarada seus sentimentos me alcançaram.
ResponderExcluirMagistral o poema... Erudito e popular numa composição só... Se é que eles se dividem..
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