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Poeta Potiguar |
(i)
nomes estranhos
me entranham
– flores, dores...
ares de aço
poesia, afasia
sobras de sonhos
cores, pássaros
postais sem selo –
(ii)
as noites custam
muitos nomes
ausência, bolsos vazios
versos negros cerzidos
na margem branca
do tempo
corpo nu contra luz
gestos de amor desalmado
intimidades que nos apavora
(iii)
de fora do poema
todo poeta está só
é entranha vazia de nomes
para um verso
há de sobrar
palavras despidas de ternura
usura, procura
há de sobrar
mãos supérfluas
palavras que não soubemos aprender
(iv)
cuido de estranhar-me
ir contra a palavra
e em mim nada morre
é tudo espera
ora corre para um
passado desarrumado
um presente fazendo-se
e o futuro num canto
enviesado do sorriso
nomes estranhos
nãos não dados
partida
nomes estranhos
me entranham
– flores, dores...
ares de aço
poesia, afasia
sobras de sonhos
cores, pássaros
postais sem selo –
(ii)
as noites custam
muitos nomes
ausência, bolsos vazios
versos negros cerzidos
na margem branca
do tempo
corpo nu contra luz
gestos de amor desalmado
intimidades que nos apavora
(iii)
de fora do poema
todo poeta está só
é entranha vazia de nomes
para um verso
há de sobrar
palavras despidas de ternura
usura, procura
há de sobrar
mãos supérfluas
palavras que não soubemos aprender
(iv)
cuido de estranhar-me
ir contra a palavra
e em mim nada morre
é tudo espera
ora corre para um
passado desarrumado
um presente fazendo-se
e o futuro num canto
enviesado do sorriso
nomes estranhos
nãos não dados
partida
Pedro Fernandes
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