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Ferreira Itajubá |
Natal é um vale branco entre coqueiros:
logo que desce a luz das alvoradas,
vão barra afora as velas das jangadas,
cessam no rio as trovas dos barqueiros.
E à tarde, quando os rudes jangadeiros
voltam da pesca às praias alongadas,
começa à sombra fresca das latadas
a palestra amorosa dos solteiros.
Quantas belezas mil Natal encerra!
Deu-lhe a natureza um mar esmeraldino,
despiu-lhe o morro, aveludou-lhe a serra...
Terra de minha mãe, bendita sejas,
orvalhada no pranto cristalino
da saudade das moças sertanejas!
Ferreira Itajubá
Indicação do poeta Lívio Oliveira!
ResponderExcluirFonte: Preá 27 Maio, Junho, Julho 2014